rosa-louca

rosa-louca é a papoila, tingida e frágil, selvagem...

Quinta-feira, Julho 09, 2009

da costa a lisboa ou isso

video

sim, ando a limpar o pó aos arquivos...

going down

video

este continua a ser dos meus preferidos

Quarta-feira, Julho 08, 2009

na estrada

video

Sir Ambrochette Lucy Golden age the Hexagonal


*picture and title by fredrik

pussy lucy

a minha gata lucia (que rima com pia, e não com astúcia) anda tão contente ultimamente que até ronrona sozinha.

de manhã

primeiro só reparei que era uma hora mais tarde do que pensava quando estava a tomar o pequeno-almoço, ou seja, já estava quase meia-hora atrasada para o trabalho.
depois faz-me realmente feliz que gente gira e com pinta (há muita gente gira e com pinta por aqui) olhe para mim na rua, mas às vezes penso "que tenho eu na cara?", pois parece-me demais que olhem assim tanto, e a última personagem até o fez com um sorriso de orelha a orelha. é certo que eu também ia a sorrir, por ter visto uma data de gansos (daqueles iguais ao do uísque "the famous gooze") no parque...

Segunda-feira, Julho 06, 2009

here or in nepal they're still playing...

video

where the grass is greener...


laser is back*


*for a while i didn't see anything interesting written by laser 3.14...

Sexta-feira, Julho 03, 2009


i'm late, i'm late!

video

Quarta-feira, Julho 01, 2009

the photographer


pic by my neighbour

summer


the chairs


i love


poppy

bye mike


bye beauty

Terça-feira, Junho 30, 2009

David rings my bell at three PM

David rings my bell at three PM, and I walk down the stairs. We go to the church yard to talk, and I ask him when did he stop liking me. He says he didn't yet, not entirely, but that he will. Then he talks about his life for a long time, and I quietly listen to him, and I think I never heard him speak so much before. Then he gets up, because he has an appointment with Laura at her place. I tell him I'll go too, and he replies:
'No, you better not'
'Why?'
'Because she called me this morning from Amoreiras telling me that she was hurt with Marco, because yesterday he hardly spoke to her, all he did was look at you, and so she doesn't want to see you'
I stand at the entrance of the chapel without knowing what to say, and David hugs me:
'Don't worry, Alice. I'll talk to her and then we'll come to your house so the two of you can talk!'
'All right'
I walk back to my street, slowly, not knowing what to think. I get into my building and hear our phone ringing upstairs. I open the door and my grandmother is talking to someone. She sees me and says:
'Oh, she just arrived... Just a moment!'
David is calling me from a phone box, and asks me to meet him at Laura's place, because he already spoke to her.
'We're waiting for you!' he tells me.
I walk out again. When I arrive to Laura's street I meet Camillo, who's also going to her house. Laura opens the door and smiles at me. She also smiles at Camillo and invites us in. Then she tells me:
'I would like to talk to you later on, Alice'
As Camillo is there, we just listen to music and Laura and I don't talk. I feel strange with all that is happening, David hugs me because he can see that I'm confused, Laura starts looking at us with an acusing look, and I start getting paranoid. Laura is acting distant and starts pissing me off, I get insecure and go home. I call Agate and she's so excited about all the things that have been happening to her lately, that I get even more depressed just by listening to her. My grandmother tells me my mother called, and so I call Holland. My mother picks up the phone and tells me that my stepfather went to the city kannel and brought home a huge black female dog, instead of the little dog that my mother had asked him to get. My stepfather also talks to me on the phone and explains that the dog looked at him in an irresistable way.

vote 4 me, 2002

Segunda-feira, Junho 29, 2009

a sério que o gajo usava turbante...

viena

as avós de sobrancelhas arranjadas sentadas no café ritter em viena.
lembram-me a tia isaura e os seus fados.
as mãos encarquilhadas com anéis bonitos e os cabelos curtos da terceira e quarta idades.
conversam sobre o quê?
as mãos tremem dos anos, e bebem café.
eu doente, ele de turbante.
gosto das cidades pois têm vida própria e os seus prédios contam histórias.
construções e perspectivas duma paisagem específica.

publicado originalmente em 28-02-2007

and my paris hilton pose, but of course i'm a punk version...


shit, camera busted, can't take pictures for a while now, so here's some oldies...


Sábado, Junho 27, 2009

nota do dia

o problema de comprar uma bisnaga cor-de-rosa é que ela vai ter de ser disparada...

Sexta-feira, Junho 26, 2009

a minha bisnaga cor-de-rosa


nota do dia

hoje comprei uma bisnaga cor-de-rosa!
não sei bem o que vou fazer com ela.

Wallabies intoxicados criam círculos nos campos

Wallabies intoxicados criam círculos nos campos Cangurus wallabies intoxicam-se com papoilas do ópio nos campos da Tasmânia e andam aos pulos em círculos.

A procuradora geral da república, Lara Giddings, conta que os wallabies originam grandes círculos de papoilas esmigalhadas ao pularem pelos campos após comerem as cabeças das flores.

“Descobri recentemente num dos relatórios que li sobre a indústria da papoila que temos um problema com os wallabies que se intoxicam com as flores e pulam em círculos pelos campos” publicou o jornal The Mercury em nome de Lara Giddings.

Rick Rockliff, chefe de operações de campo da Tasmanian Alkaloids, afirmou que os animais que comem as flores têm sido vistos a comportarem-se estranhamente – incluindo veados e ovelhas nas áreas montanhosas do estado australiano.

“Tem havido muitas histórias sobre ovelhas que comeram papoilas após as colheitas e todas elas andavam às voltas em círculo” afirmou Rockliff ao jornal The Mercury.

A Tasmânia é um dos maiores produtores mundiais de ópio legalmente cultivado para o mercado farmacêutico.

Cerca de 500 agricultores cultivam os campos, fornecendo ao mercado cerca de 50% da matéria-prima para a produção de morfina e opiáceos relacionados.

- AAP ( Australian Associated Press)

Lê um artigo da BBC (em inglês) sobre wallabies intoxicados aqui.

Domingo, Junho 21, 2009

nota do dia

sempre que te sentires inseguro lembra-te que todas as pessoas à tua volta também têm inseguranças, sem excepções, e que as aparências iludem.
para além disso, todos nós vivemos dentro do nosso próprio filme mental, e muito do que imaginamos não é real.

other people's windows





os guardiões da bilha de gás

Quinta-feira, Junho 18, 2009

answer

as much wood as a woodchuck would chuck if a woodchuck would chuck wood.

Quarta-feira, Junho 17, 2009

os cantos da casa




question

how much wood would a woodchuck chuck if a woodchuck would chuck wood?

Terça-feira, Junho 16, 2009

all my MANY doors





all my doors





Sexta-feira, Junho 12, 2009

hoje sinto-me japonesa


Jefferson Airplane - White Rabbit

Quinta-feira, Junho 11, 2009

lol

Why don't we do it in the road
Why don't we do it in the road
Why don't we do it in the road
Why don't we do it in the road
No one will be watching us
Why don't we do it in the road
Why don't we do it in the road
Why don't we do it in the road
Why don't we do it in the road
Why don't we do it in the road
No one will be watching us
Why don't we do it in the road
Why don't we do it in the road
Why don't we do it in the road
Why don't we do it in the road
Why don't we do it in the road
No one will be watching us
Why don't we do it in the road

the beatles, Why don't we do it in the road, 1968

Quarta-feira, Junho 10, 2009

a day in the life

I read the news today oh boy
About a lucky man who made the grade
And though the news was rather sad
Well I just had to laugh
I saw the photograph
He blew his mind out in a car
He didn't notice that the lights had changed
A crowd of people stood and stared
They'd seen his face before
Nobody was really sure
If he was from the House of Lords.

I saw a film today oh boy
The English Army had just won the war
A crowd of people turned away
but I just had to look
Having read the book
I'd love to turn you on

Woke up, fell out of bed,
Dragged a comb across my head
Found my way downstairs and drank a cup,
And looking up I noticed I was late.
Found my coat and grabbed my hat
Made the bus in seconds flat
Found my way upstairs and had a smoke,
Somebody spoke and I went into a dream
Ah

I read the news today oh boy
Four thousand holes in Blackburn, Lancashire
And though the holes were rather small
They had to count them all
Now they know how many holes it takes to fill the Albert Hall.
I'd love to turn you on

the beatles, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, 1966

morning notice

i know such sexy, cool, intelligent people that i get all shy and overwhelmed for actually being one of them.

Segunda-feira, Junho 08, 2009

The Beatles Glass Onion

desafio, lol

indiquem-me uma banda melhor, mais universal e mais completa que os beatles...

beringela biónica

À conversa com Jean-Arthur Rimbaud nos terraços abandonados dos casinos de província antigos avistamos ao longe um grupo de pessoas que caminham devagar. "São os mortos", diz-me, "são os mortos que a morte não reclamou, esses que morreram na guerra, desfeitos, e não podem voltar a casa". Rio-me e engulo um golo de xeres. Doce. As pontes estão enfeitadas com presas de elefantes e o céu parece mais baixo. Os mortos de Rimbaud atravessam a planície muito devagar, caminham em direcção aos faróis, na costa. Ao longe os mortos não cheiram a nada, são como aves sem asas. Rimbaud senta-se numa mala velha, poeirenta, e nalgun sítio deus passa Duke Ellington. "As aves são como mortos sem asas", repara Rimbaud. Rio-me devagar, um sorriso roxo, barulhento, olho Rimbaud e noto que tem a boca seca, seca como muitas areias de muitos desertos onde apenas um farol intermitente brilha, de noite. Jean-Arthur, fecho sobre ti as portas do sonho e abandono-te nas planícies repletas de mortos que não podem regressar a casa, a beber xeres e licores coloridos num terraço abandonado de um casino esquecido de província. Algures, uma voz em ruínas canta a chegada de um rei vestido de cordeiro assassinado pelo irmão mais velho. Abel. Algures os mortos têm cheiro. Fim.

Pedro Tiago

rimbaud

A primeira vez que o vi pensei que era sueco. Reparei nos seus cabelos louros enrolados em rastas, no seu ar branco e alto, e achei que nunca lhe iria falar. Mas depois, um dia, na cantina do primeiro andar do centro telefónico, ele viu-me também. Falou-me em inglês com um sotaque francês:
'És supervisora?'
'Sim, sou a Lara. E tu?'
'Rimbaud'
'Como o poeta…'
'Sim, é verdade. Já leste alguma coisa dele?'
'Por acaso até já. E gostei'
'Ele escrevia sobre o quê?'
'Oh, sobre o amor, por exemplo'
'E o que é que ele disse sobre o amor?'
'Disse que não existe'
'O amor não existe?'
'Foi o que ele disse. Disse que apenas nos usamos uns aos outros'
'E tu concordas com ele?'
'Sim, por acaso até concordo'
'Isso é um bocado frio'
'Mas é o que eu acho. Gosto das tuas unhas'
'Obrigado'
Tem as unhas pintadas de preto e uns dedos compridos e belos. Tem umas mãos extraordinariamente bonitas, magras, artísticas. Usa uma t-shirt com um cogumelo estampado.
'Tens umas mãos muito belas' digo-lhe.
'Obrigado' sorri. 'Então e que mais fazes para além de seres supervisora?'
'Oh, escrevo'
'Escreves o quê?'
'Livros'
'Livros? Quantos livros é que já escreveste?'
'Dois'
'E foram publicados?'
'Ainda não'
'Isso é fixe, seja como for. Que tipo de livros é que são?'
'Novelas'
'Sobre o quê?'
'Dimensões. E tu, que mais fazes para além de telefonares?'
'Toco numa banda'
'Que tipo de música?'
'Ska punk e punk rock'
'Isso também é fixe'
'Bem, tenho de voltar'
'Eu também. Até logo'
'Gostei de te conhecer'
'Eu também. E também gosto da tua t-shirt'
'Obrigado'

tudo um, 2004

Boys Dont Cry : The Cure

hot


Domingo, Junho 07, 2009

daily notice

i like smiling at pretty girls!

o irlandês

"na verdade quantos corações desperdiçámos na bruta consciência de estarmos vivos? quantas vezes nos apercebemos da nossa permanente condição de existentes?", entre canecas altas de cerveja bebíamos também o desgosto de uma vida que não era nem nunca foi como queríamos.

mas, na verdade, existimos.

pedro tiago

o irlandês

o irlandês diz-me que as pessoas em amesterdão vivem no meio das nuvens.

vou procurar trabalho num café enorme e lindíssimo. enquanto espero observo os arredores. é um café cheio de luz natural devido às suas grandes janelas. há cartazes de teatro e de eventos artísticos na parede e o chão é de ladrilhos às cores. cabiam na sala mais umas quinze mesas, mas preferiram deixar um ambiente espaçoso. ao meu lado um tipo de olhos alucinados bebe um gin tónico e pergunta-me se tenho um isqueiro. digo-lhe que não e ele lá pede a outra pessoa. enrola um charro de erva do tamanho de um charuto. pede outro gin tónico. há muita gente sentada às mesas a beber café e sumos e a ler livros e jornais. a música muda e começo a ouvir amália sem mais nem menos. sorrio idiotamente. sorrio patrioticamente. a rapariga atrás do balcão põe o som mais alto. reina uma paz enorme na grande sala cheia. podia bem ser um café no meio das nuvens.

16-2-92

Sábado, Junho 06, 2009

Marillion - Kayleigh

é assim que as coisas começam...

VOTA EM MIM


Guião, Lara Alice

Banda sonora (a usar, não é a ordem final):

Kayleigh, Marillion
Relax, Frankie Goes to Hollywood
The Power Of Love, Huey Lewis & The News
Sunday Bloody Sunday, U2
Romaria, Elis Regina
Boy’s Don’t Cry, The Cure
Venham Mais Cinco, Zeca Afonso
Anzol, Rádio Macau
La Isla Bonita, Madonna
Terra, Caetano Veloso
Girls Just Wanna Have Fun, Cindy Lauper
The Gunners Dream, Pink Floyd
Never Ending Story, Limahl
Papa Don’t Preach, Madonna
Lessons In Love, Level 42
Guerra dos Sexos, The Fevers
Smooth Operator, Sade

Cena 1

Personagens: Dinis, Alice, Camilo, Levi, Laura Love, Ágata, David.
Local: sótão da Laura Love, cozinha, rua Ferreira Borges.

Dinis: 16 anos, cabelo castanho claro, olhos verdes. Camisola de lã por cima de camisa aos quadradinhos. Calças de ganga, botas castanhas.

Alice: 17 anos, camisa quente verde por cima de saia preta, collants pretos, botas verdes. Cabelo curto preto, olhos castanhos.

Camilo: 17 anos, kispo e calças de ganga, camisola de algodão, ténis. Cabelo e olhos castanhos, maxilar e boca grandes, óculos.

Levi: 17 anos, cabelo e olhos pretos, roupas pretas, botas da tropa.

Laura Love: 17 anos, cabelo preto comprido aos caracóis, olhos castanhos. Mais pequena de tamanho que os restantes. Botas castanhas de cano alto, saia roxa comprida, camisola de algodão preta por cima.

Ágata: 17 anos, olhos e cabelos castanhos compridos, cara perfeita e muito bonita tipo Brooke Shields em Lagoa Azul. Calças de ganga e camisola de lã azul por cima, ténis.

David: cabelo louro e olhos azuis, camisola de lã amarela por cima de calças de ganga. 16 anos.

Ouve-se o primeiro refrão de Marillion "Kayleigh" ao mesmo tempo que se vê o grande plano de Dinis a beijar Alice, num quarto com pouca luz. Por baixo do Dinis aparece o seu nome (letras verdes) e por baixo da Alice o dela (letras cor-de-rosa). Ouvem-se palmas e uma ou outra exclamação. Alice sorri e olha para as escadas do sótão onde se encontram e por onde chegam Camilo e Levi, ao mesmo tempo que por baixo deles aparecem os seus nomes (letras azuis e pretas). Eles dizem olá a Laura e Ágata enquanto os nomes delas aparecem por baixo delas (letras roxas e castanhas) e elas se dirigem para as escadas. Marillion "Kayleigh" continua a tocar. A câmara segue Laura e Ágata pelas escadas abaixo através da sala e até à porta de saída pela cozinha e depois volta para trás quando Dinis e Camilo chegam à cozinha. Dinis mostra um vídeo a Camilo na televisão da cozinha e a música muda para o princípio de Frankie Goes to Hollywood "Relax" enquanto a câmara foca a imagem do vídeo na televisão, e depois muda para Alice e David, que chegam à cozinha. O nome do David aparece por baixo dele (letras amarelas), e saem ambos pela porta da cozinha para a rua.

Na rua aparece o título VOTA EM MIM, letras amarelas, Frankie Goes to Hollywood "Relax" continua a tocar. Não há apresentação de actores ou realizador. Os dois cruzam-se com Laura Love e Ágata, que voltam para casa. Chove.

David: então? A Isa não estava lá?
Laura: não, onde é que vão?
David: vamos telefonar para casa a avisar que chegamos tarde para o jantar.
Laura: ah, okay, até já.
David: até já.

Alice e David atravessam a rua Ferreira Borges e entram numa cabine telefónica. Alice marca um número, sorri a David, e a música pára.

e se o vento não existisse?

video

se o vento não existisse, este catavento estava muito contente por ser filmado!

para além disso, este clima da holanda dá às cores um tom encantado.

Sexta-feira, Junho 05, 2009

- achas que o candeeiro desconfia?


pergunta o porco à cadeira.
- não sei, mas o candelabro é que está sempre atrás de nós.

pensamentos cinematográficos

será possível que os portugueses sejam tão deprimidos que não se façam filmes interessantes sobre a sociedade portuguesa?
os gato fedorento, como eles próprios dizem, são geniais, mas ao nível da comédia. não há ninguém a estudar cinema que consiga fazer um raio de um bom filme português?
isto veio-me ao pensamento quando vi it's a free world, do ken loach, no outro dia. acho que foi quando estava a ver esse filme.
a sociedade portuguesa não merece ser retratada, ou quê?
que raio fazem os estudantes de cinema... morangos com açúcar?
bah!
ricardo e joão, temos de conversar!

como não tenho carta de condução, não sei quem teve razão

video

naquela esquina


Quinta-feira, Junho 04, 2009

Adrien Brody

uma das coisas que mais gosto de fazer é acordar de manhã ao fim-de-semana e sentar-me ao sol na minha varanda. pode ser a ler, a cortar as unhas ou a depilar as pernas, ou simplesmente a deixar-me envolver pelos raios que me aquecem a pele e a alma.
a minha gata redonda e peluda fica muito feliz e esfrega-se nas minhas pernas, ronronante e dengosa.
a noite passada sonhei que gostava daquele actor do qual agora não me lembro o nome. é muito alto e tem um nariz muito comprido e torto. nunca o vi num filme foleiro.
ele conduzia uma bicicleta estranha, cheia de apetrechos que transportava a caminho de casa, e vestia-se à neo-hippie. encontrei-o na estrada e convidei-me para ir com ele. ele não se importou nada. era uma pessoa quente.
depois houve aventuras e fogos em caixotes do lixo.

Quarta-feira, Junho 03, 2009

daily notice


sms back

today i just slept after mornin work. last nite i dreamt i was drivin a car. but nothin suggested by ur dream, i'm pretty sure my dream suggested urs even thought i had it afterwards

m-jo & lara alice, two of the most ingenious minds of the 21st century


isto lembra-me a foto anterior.
originally published in february of some year...

sms

haha ur the one who said i look like all 4 beatles... R u too electric all th time? I dreamt of u, u were drivin a car, woops th fire alarm is goin, the security guy smells handsome man

by mark, yesterday. last night i did dream i was driving a car...

Terça-feira, Junho 02, 2009

i stole my sister's boyfriend...


quem serão estes bacanos, afinal?

cláudia, londres, noventa e tais

aquela coisa que não existe

merda. não sei se prefiro deixar ou ser deixada. venha o diabo e escolha.
acabar. o que é isso de acabar? como é que se deixa de amar, quando se ama?
merda!
será que é porque nunca se amou? bah, não pode ser!
só me apetece vomitar esta sensação.

Sábado, Maio 30, 2009

a midnight spring nightmare

in my dreams the morning awakes cold. my hair is long again and i don't like it. all i want is to have it short like february and cool like september.
i ask a cigarette of a woman on the street and it feels great but she's crazy. we walk the streets together with her girlfriend. when we slipt she doesn't want my phone number.
on my way home this south-american guy i know says something nasty to me and i ask him if i should get my punk friends to kick his ass. he says "go on, then" and i get into the building to look for russian. but once upstairs i forget all about the south-american guy.
when i do find russian he gets me a beer and we walk on the street a bit. he has to go somewhere and i just wish i could go with him.
lisbonners are dressed in funny suits. not funny ha-ha but funny peculiar, and then i'm in london again.
the afternoons are hot.

over my knees

video

new perspectives

When we start experiencing symptons of a disorder that is emotional rather than organic in nature, it is important to realize that this is not the beggining of a "disease" but the emergence into our consciousness of material that was previously buried in the unconscious parts of our being. When this process is completed, the symptons associated with the unconscious material are permanently resolved and they tend to disappear. Thus, the emergence of symptons is not the onset of disease but the beggining of its resolution. Similarly, the intensity of symptons should not be taken as a measure of the seriousness of the disease so much as an indication of the rate of the healing process. Clinical psychiatrists have known for decades that the patients with the most dramatic symptoms tend to have a much better prognosis than those with a few slowly and insidiously developing ones. And yet, the traditional treatment of choice is to suppress symptoms - preventing them from fully surfacing - a practice that, ironically, is known to prolong emotional illness.

the holotropic mind, stanislav grof

Quarta-feira, Maio 27, 2009

auto-retrato na lata do lixo


nota do dia

que sono!

entretanto, em amesterdão...

ninguém sabe onde fica a rua tal. se for alguma rua principal (tipo rua augusta em lisboa, ou avenida da liberdade) está bem, as pessoas sabem e indicam, mas se for uma rua secundária é mesmo incrível como NINGUÉM NUNCA sabe onde fica. da última vez que perguntei onde ficava a praça tal, estava exactamente nessa praça (não havia qualquer tabuleta a indicar o nome da praça) e a pessoa a quem perguntei se sabia onde ficava disse-me "ah, isso deve ser lá para o centro".

Domingo, Maio 24, 2009

sonhei com isto

a paz é mais forte que o amor.
e no meu sonho achei-me segura de que assim era.
no fim, precisamos mais da paz do que do amor... será?

Sábado, Maio 23, 2009

this one is a keeper

i feel like i'm in the dream again. it's so much better to live in this state of consciousness. there's no point in getting angry, it's ridiculous, because it's all just a dream. angry people just make me laugh, because they're so silly, really.and i suppose nothing is really bad, the dream is just keeping us busy, i guess. i feel so much in the dream lately that i'm dreaming about the solutions to my problems. being in the dream is like walking on a rope, you have to keep that balance, which consists on not forgetting that it's all just a dream. how can it be anything else?

nota do dia


estou apaixonada pelos meus all star

Sexta-feira, Maio 22, 2009

Chuck Taylor All-Stars

Chuck Taylor All-Stars é o calçado mais bem sucedido da história, e tem desfrutado grande tendência graças a um ressurgimento da moda old school. Até o fim do século XX, foram vendidos mais de 750 milhões de pares no mundo inteiro. Já não parecem ser usados pelo seu principal alvo, o basquete (pelo menos na esfera profissional), e foram transferidos como sapatos modernos, sendo bastante utilizados por adolescentes. Alguns gostam tanto do tênis que fazem uma coleção deles. Na década de 1950, o sapato havia se tornado popular entre muitos fãs de rockabilly. Os fãs de punk rock adotaram o tênis como uma tendência de moda até o fim da década de 70. Voltou à moda na década de 90, graças a Kurt Cobain*.

pt.wikipedia.org/wiki/All_Star_(calçado)

* treta, ainda o kurt cobain mal cantava e já toda a gente andava de all star's em lisboa. "smells like teen spirit" tornou-o famoso em 91, mas em 90 andava toda a gente de all star's em campo de ourique, e em todas as cores! é incrível como estes ténis continuam a ser tão populares (foram criados em 1917!). hoje no autocarro vi 6 pares (5 pretos e 1 vermelho - este último o meu). e estes foram apenas os que eu vi!

Quinta-feira, Maio 21, 2009

uma volta ao quarteirão



Terça-feira, Maio 19, 2009

SONIC YOUTH - DIRTY BOOTS

"a poem is a petition and a petition is a poem"

Ainda não me tinha lembrado que se calhar estou morta. Ainda não havia pensado nessa possibilidade, nem mesmo quando falei com o Marco sobre o Verão passado, sobre o modo como nos conhecemos e depois concluímos que devíamos ter morrido no momento em que dissemos olá, pois a partir daí tudo o que nos aconteceu foi sempre demasiado perfeito e coincidente, como num sonho. Talvez seja o que me aconteceu agora. Voltei a morrer. Voltei a entrar noutra dimensão, assim como quando eu e o Marco e o Vilmo demos um passou-bem pela primeira vez e caímos ao chão, numa realidade, e continuámos a andar sem dar por nada, na seguinte. Talvez morrer seja isso, como eu e o Marco pensámos na primeira tarde da nossa conversa de três mil anos. Talvez passemos constantemente de uma vida para outra, sem nos apercebermos, ou notando apenas algumas coisas estranhas, em grande parte reveladas nos sonhos. Coisas demasiado subtis ou que estamos demasiado habituados a ignorar. Coisas que passam despercebidas na rapidez desalmada com que vivemos os nossos dias, na descrença em relação ao nosso instinto, ao nosso inconsciente, e a tudo o que não se pode provar facilmente, ou que apenas se sente. O Saul zangava-se comigo, cada vez que eu falava destas coisas, na dimensão anterior. Replicava:
- O que é que isso interessa? Isso não vai tornar toda a gente vegetariana, nem vai mudar o mundo!
E eu não conseguia explicar-lhe que uma grande expansão da consciência universal poderia causar o milagre que ele esperava antes da auto-destruição do planeta. Eu não conseguia explicar-lhe que há coisas quase impossíveis de explicar, mas que se sentem e nas quais residem talvez outras soluções para juntarmos às acções directas dos guerreiros da liberdade. Eu não conseguia explicar-lhe que o amor e a arte são tão revolucionários como o ódio e a guerra. Ele dizia-me:
- Não há tempo!
Talvez não. Nunca chegámos a um entendimento. Ele odiava os humanos e a irrealidade. Eu amava o amor e os sonhos.

anteontem, 2005